Perfil dos investidores brasileiros

Perfil do investidor brasileiro: você se enquadra nele?

Anualmente, são realizadas diversas pesquisas que buscam entender o perfil do investidor brasileiro: quem são essas pessoas? Onde elas investem? O que almejam com seus investimentos?

Essas são apenas algumas perguntas que esses levantamentos tentam responder para entender melhor os hábito de investimento do nosso povo.

Nesse sentido, talvez a mais importante dessas análises seja o Raio-X do Investidor Brasileiro, realizado todos os anos pela Associação Brasileiras das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

De fato, essa pesquisa traz dados esclarecedores e aponta para a falta de conhecimento do brasileiro em relação ao mercado de investimentos, as modalidades de aplicação e as possibilidades que elas oferecem.

Para termos uma ideia melhor, separei alguns números interessantes do último levantamento, feito no ano de 2017. Vamos e eles.

  • Quantos brasileiros investem: em 2017, 42% da população brasileira possuía dinheiro aplicado em alguma modalidade de investimento. No entanto, apenas 9% realizaram alguma aplicação ainda no último ano. Ou seja, existe muita gente que investiu no passado e nunca mais o fez – pelo menos recentemente. 
  • Faixa etária, sexo e escolaridade: a média de idade do investidor brasileiro é de 43 anos, e a maioria é casado e com dois filhos. Além disso, mais da metade das pessoas que têm investimentos, 55%, são homens e 44% possuem apenas o ensino médio completo.
  • Quais investimentos conhecem: mais da metade dos brasileiros, 54%, sequer conhece ou utiliza alguma forma de aplicação. Quer dizer, são pessoas que não guardam dinheiro de nenhuma forma. Nesse cenário, apenas 45% disseram conhecer um ou mais tipos de produto. O destaque, é claro, ficou para a poupança, citada por 32% dos entrevistados. Enquanto isso, o mercado de ações e os fundos de investimento ficaram bem atrás: 11% e 9%, respectivamente. 
  • Onde investem: como já sabemos, a poupança é aplicação favorita dos brasileiros. Impressiona o número, porém: 89% dos investidores colocam seu dinheiro na caderneta de poupança.  Em segundo lugar, aparece a previdência privada, com apenas 6% da preferência. Por sua vez, fundos de investimento e títulos privados são destino favorito de apenas 5% e 4% dos brasileiros, respectivamente. 
  • Para que investem: o principal destino para o dinheiro recebido com as aplicações dos investidores brasileiros é o pagamento ou a quitação do imóvel próprio, com 31%. Em seguida, aparece a reserva para emergências com 15%, enquanto a compra de automóvel próprio aparece com 11% da preferência. 
  • Por que investem: para 54% dos entrevistados, segurança financeira é o principal motivo para investir. São pessoas que buscam um lugar seguro para guardar o dinheiro que ganharam e economizaram. Por outro lado, somente 16% buscam nos investimentos uma forma de gerar renda e obter retorno da aplicação.

Para explorar outras estatísticas, encontrei uma pesquisa muito interessante sobre outros investimentos feitos por brasileiros, que ajuda a complementar os dados expostos na pesquisa da Anbima.

Hoje, são mais de 650 mil investidores pessoa física registrados na Bolsa de Valores (Bovespa). São pessoas que investem no mercado de ações, uma modalidade ainda vista com desconfiança e considerada arriscada pelos brasileiros.

Nesse sentido, é interessante notar como investidor no Brasil ainda busca aplicações mais conservadoras (renda fixa). Para se ter uma ideia, a quantidade de pessoas que investem no Tesouro Direto, hoje, passa de 2 milhões.

No entanto, esse panorama parece estar mudando.

Apesar de ser expressivamente menor quando comparado ao Tesouro Direto, o número de pessoas físicas listadas na Bovespa cresceu mais de 600% nos últimos 15 anos. É muita coisa!

Todos esses dados nos ajudam a construir um panorama mais claro da relação do brasileiro com as possibilidades de investimento que ele tem à disposição.

Apesar do aumento do número de pessoas que fazem algum tipo de aplicação no Brasil, fica claro que boa parte da população ainda não tem os conhecimentos necessários para começar a investir.

E isso é muito ruim. Investimentos não devem ser encarados apenas como uma forma de guardar dinheiro. Conhecê-los e compreender as possibilidades que o mercado oferece é importante para que o brasileiro consiga maximizar seus rendimentos e, consequentemente, trazer mais renda para suas vidas.

Além disso, a parte da população que conhece investimentos possui um perfil conservador, o que fica claro na disparidade entre os números de pessoas que investem na Bolsa e os dados relacionados à poupança e ao Tesouro Direto.

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Ganhos reais

Como vimos, a maioria esmagadora dos brasileiros coloca seu dinheiro na poupança. E essa, definitivamente, não é a melhor das opções.

Os rendimentos que a caderneta de poupança oferece são irrisórios e muitas vezes nem sequer superam a inflação acumulada ao longo do ano. Ou seja, você está perdendo dinheiro.

Ao investir, você aumenta suas chances de manter o seu poder de compra e, principalmente, evita que seu patrimônio encolha ou mantenha-se estagnado.

Renda extra

Investir é uma forma de colocar seu dinheiro para trabalhar para você. Além de tudo, isso é uma forma valorizar o seu esforço e tudo que você fez para consegui-lo.

Ao aplicar de forma consistente, nem que seja um pouquinho todos os meses, você aumenta as chances de ter uma boa renda extra e criar uma boa reserva de emergências, que crescerá exponencialmente.

Aliás, conforme seu patrimônio cresce, as taxas de retorno se tornam cada vez mais interessantes, podendo criar uma dinâmica muito benéfica para os seus investimentos.

Liberdade financeira

A pesquisa da Anbima mostra que 47% da população brasileira acha que será sustentada pelo governo ao se aposentar. Como sabemos, depender do INSS não é uma boa opção – ainda mais com a bomba-relógio que é a situação previdenciária no Brasil.

No entanto, liberdade financeira não se resume apenas à aposentadoria. É também ter condições para alcançar seus objetivos financeiros, sejam eles materiais ou não.

Nesse sentido, investimentos são o melhor caminho para que você consiga se sustentar sem depender somente do seu trabalho e de fatores tão incertos quanto a previdência.

Por fim, vale lembrar que não existe momento certo ou errado para começar a investir: se você já está livre de dívidas, a hora é agora. O importante é pesquisar as opções que melhor se encaixam ao seu perfil e aos seus objetivos, conhecendo as possibilidades de ganho e os riscos que cada aplicação traz.

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