Investimentos

Renda fixa no exterior: conheça as opções de investimento!

Renda fixa é o tipo de investimento mais procurado por investidores que buscam estabilidade e segurança. Não à toa, trata-se do primeiro passo de quem está começando a realizar suas primeiras aplicações e está em busca de uma rentabilidade maior do que a oferecida pela poupança.

Como o próprio nome já diz, investimentos em renda fixa são aqueles que oferecem uma rentabilidade previsível. Isso quer dizer o investidor consegue ter uma boa noção do valor que receberá na data de vencimento da aplicação. É o que acontece, por exemplo, com alguns tipos de Tesouro Direto, o CDB e as letras de créditos, para citar os mais conhecidos.

Esse tipo de investimento pode ser emitido por instituições financeiras públicas e privadas, bem como pelo próprio governo federal. Ele pode ser fixado a um percentual mensal ou estar atrelado a algum indicador econômico, como inflação, taxa de juros ou, principalmente, CDI. Devido a essa característica, as aplicações em renda fixa atendem aos mais diversos perfis de investidores, oferecendo opções tanto para os mais conservadores quanto aos mais arrojados.

Embora, no Brasil, a renda fixa seja uma saída que pode oferecer ótimos rendimentos, é cada vez maior o número de brasileiros interessados em investir no exterior, uma vez que há muitas vantagens nas aplicações realizadas em economias mais potentes e consolidadas do que a nossa.

Com essa procura crescente, é comum que surjam dúvidas a respeito de investimentos em renda fixa no exterior, especialmente por quem busca a segurança desse tipo de aplicação aliada à possibilidade de manter um patrimônio em moedas e mercados mais fortes e valorizados.

Como investir em renda fixa no exterior

O mercado exterior em renda fixa é enorme e oferece inúmeras possibilidades, atendendo aos diferentes perfis de investidores. Os principais investimentos são:

Bonds

Lá fora, o tipo de investimento mais conhecido é aquisição de títulos de dívida emitidos tanto por empresas quanto pelos próprios governos. Esses títulos são chamados de bonds e funcionam, basicamente, como o CDB dos bancos ou, no caso de instituições privadas, as debêntures brasileiras.

Ao adquirir bonds, o investidor se torna credor do emissor do título. Ou seja, a empresa ou o governo passam a ter uma dívida com esse investidor, assumindo o compromisso de devolver o valor dos títulos acrescido de juros. No caso dos bonds, o pagamento desses juros é feito de forma periódica, enquanto a devolução do valor principal se dá somente no dia do vencimento do título.

Os emissores podem ser divididos em:

  • Supranacionais: como Banco Mundial e Interamericano de Desenvolvimento
  • Governamentais: dos governos federais, como acontece com França e Alemanha, por exemplo.
  • Municipais: de governos municipais, como é o caso das cidades de Londres e Nova Iorque (no Brasil, estados e municípios não podem emitir títulos de dívida).
  • Corporativos: de empresas, como Apple, Google, montadoras e gigantes do e-commerce.
  • Bancos: Citibank, Credit Suisse, entre outros.

Dentre as principais modalidades, estão os chamados Corporate Bonds, títulos emitidos por empresas e muito semelhantes às nossas debêntures. Nesse caso, eles são divididos em dois tipos: Investment Grade Bonds e High Yield Bonds.

Os Investment Grade Bonds são títulos de dívida de companhias que detêm o chamado grau de investimento das agências internacionais, possuindo menor risco e, por isso, pagando juros menores.

Por sua vez, os High Yield Bonds são emitidos por instituições que não possuem grau de investimento. Por esse motivo, trata-se de empresas que apresentam um risco muito maior e, por consequência, pagam juros mais altos aos investidores.

Já os títulos do governo são conhecidos como Sovereign Debt Bonds e podem ser emitidos tanto por países que possuem grau de investimento, como EUA, Suíça e Canadá, quanto por nações com maior risco e que não detêm esse título, como Grécia, Portugal e o próprio Brasil.

Diferente do que acontece com as ações, os bonds costumam ser negociados fora da Bolsa de Valores, em negociações feitas diretamente entre bancos e corretores. Geralmente, os títulos são negociados em lotes de dezenas e até mesmo centenas de milhares de dólares. No entanto, na maioria dos casos, existe a possibilidade de adquirir apenas algumas poucas unidades.

ETF

Para investir em bonds, a maneira mais prática é por meio de fundos de investimento, os chamados ETFs (Exchange-traded funds). Negociados na Bolsa de Valores, os ETFs de renda fixa são constituídos por uma série de títulos de diferentes origens, o que ajuda na diversificação dos investimentos.

A distribuição dos dividendos é feita de acordo com as regras estabelecidas pelo gestor do fundo. De uma maneira geral, porém, os juros são distribuídos trimestral ou semestralmente. Nesse caso, cabe ao investidor se informar sobre cada ETF e conhecer a forma como ele é administrado.

Uma das grandes vantagens dos ETFs, no entanto, é a possibilidade de se conseguir valores consideravelmente menores para começar a investir. Enquanto a compra de títulos individuais possuem um valor mínimo de mil dólares, é possível investir nos fundos quantias inferiores a 500 dólares.

Outras opções

Gostaria de destacar ainda outras três opções de investimentos em renda fixa muito comuns nos Estados Unidos.

O primeiro deles é o chamado CD (Certificate of Deposit), equivalente ao nosso CDB. Trata-se de títulos emitidos por bancos e outras instituições financeiras e contam com a proteção da FIDC, que garante a devolução de boa parte do valor investido. Nessa modalidade, o pagamento de juros pode ser tanto mensal, quanto semestral e até mesmo anual.

Outra alternativa são os fundos Money-Market, que investem em títulos de baixo risco e a prazos não superiores a um ano. Como os riscos são baixíssimos, a rentabilidade também não é das mais altas.

Por fim, também é possível investir em contas poupança, chamadas de savings accounts. Aqui, não há como passar uma noção concreta de rendimentos, uma vez que o juros dependem do tipo de conta, do banco e também da moeda em que ela se baseia.

Renda fixa: Brasil x EUA

Toda a instabilidade do Brasil traz uma vantagem aos nossos investidores: devido às altas taxas de juros, o país oferece ótimas opções de rentabilidade nos investimentos em renda fixa.

Apesar de a taxa Selic ter caído drasticamente nos últimos dois anos (de 14,25% para 6,5%), ela ainda é considerada alta. Para se ter uma ideia, a taxa de juros anual nos Estados Unidos é de 2,5%.

Observação: valores para dezembro de 2018.

Com esses números, investimentos como o Tesouro Selic – uma das melhores opções de aplicação em renda fixa, hoje – consegue proporcionar retornos muito maiores que o seu correspondente americano, o Treasury Bond.

Nesse sentido, as melhores opções de rentabilidade em renda fixa nos EUA são os Corporate Bonds, que, por terem riscos mais altos, oferecem taxas melhores aos investidores.

Outro fator a se considerar é que, nos Estados Unidos, títulos pós-fixados são uma raridade. Lá, tantos aqueles emitidos por empresas quanto os do governo são prefixados, deixando o investimento exposto a perdas em caso de venda do título antes do vencimento ou no caso de alta dos juros, por exemplo.

Por fim, vale destacar que o governo dos EUA também tem o seu Tesouro Direto, que oferece ótimas vantagens para o investidor, principalmente em relação às aplicações brasileiras. Isso porque, lá, o chamado Treasury Direct não exige a abertura de uma conta em uma corretora, além de não contar com quaisquer intermediários e não ter a incidência de nenhum custo na hora realizar as transações. 

Essas são apenas algumas opções de investimento em renda fixa no exterior. Para investidores mais experientes e arrojados, existem outras opções em outros países que podem valer ainda mais a pena. Para isso, é necessário conhecer bem o mercado em que se deseja investir e as opções que se tem à disposição.

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