Análise de diferentes tipos de investimento

Tipos de investimentos: saiba como escolher o melhor para você

Existem muitos tipos de investimentos diferentes disponíveis no mercado, cada um com suas características específicas, como grau de risco e rentabilidade.

Nesse sentido, antes de começar a investir o seu dinheiro por aí, é importante conhecer as opções que você tem à sua disposição, bem como entender o seu perfil de investidor e os seus objetivos ao realizar esses investimentos. Vamos lá, então?

Tipos de investimentos: renda fixa X renda variável

Basicamente, os investimentos podem ser separados em duas categorias gerais: renda fixa e renda variável. Vamos entender melhor cada um deles.

Renda fixa

São aqueles em que a pessoa que investe já sabe no momento da aplicação qual a remuneração que terá (ou, ao menos, a forma de cálculo dos seus rendimentos será feita). Ou seja: com ela, é possível ter uma previsão mais concreta sobre o retorno que o investimento trará.

Isso acontece pelo fato de a remuneração estar atrelada a alguns índices, como taxas de juros ou inflação e, assim, não estar tão sujeita às oscilações do mercado. Nesse sentido, trata-se de aplicações mais seguras e conservadoras.

Entre os investimentos de renda fixa, temos duas modalidades distintas: os prefixados e os pós-fixados.

Os prefixados são aqueles em que já se sabe as taxas de remuneração no momento da aplicação. Por sua vez, nos pós-fixados a remuneração pode sofrer alterações de acordo com as oscilações dos índices a que o investimento está vinculado.

Os principais investimentos em renda fixa são:

Caderneta de Poupança

Trata-se da aplicação financeira mais tradicional no Brasil, até por ser simples e não exigir praticamente nenhum esforço. Ao abrir uma conta no banco, todos temos acesso à poupança.

Apesar de ser uma aplicação segura e isenta de impostos, a caderneta de poupança não é um investimento nada vantajoso, uma vez que o seu rendimento real, aquele acima da inflação, é muito baixo e, dependendo do cenário econômico do país, pode ser nulo.

Isso é tão importante que eu, inclusive, gravei um vídeo falando especificamente sobre a poupança, lá no canal da RPX no YouTube:

Tesouro Direto

São títulos da dívida pública ofertados pelo governo com o objetivo de captar recursos para financiar atividades e projetos públicos.

O Tesouro Direto funciona como uma espécie de empréstimo à União, que devolve o valor emprestado acrescido dos rendimentos referentes ao índice a que está atrelado, como inflação, juros ou taxa Selic.

Os títulos possuem vencimentos diversos e podem ser tanto pré quanto pós-fixados. O pagamento dos juros se dão de forma semestral ou somente no vencimento combinado.

Por se tratar de papéis emitidos pelo próprio Tesouro Nacional, esse é considerado um investimento de baixíssimo risco.

CDB

Os Certificados de Depósitos Bancários funcionam como o Tesouro Direto, com a diferença que o dinheiro é emprestado a um banco, e não ao governo. Os recursos captados são utilizados para financiar atividades da própria instituição, como empréstimo a outras pessoas, projetos e pagamentos de dívidas.

Assim como acontece com os títulos públicos, ao final do prazo acordado, a instituição devolve o valor emprestado pelo investido acrescido de juros, que também podem ser pré ou pós-fixados.

Como se trata de investimentos ligados a instituições privadas, o grau de risco é proporcional à solidez do banco. Por isso, é importante se informar bem antes de investir.

LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio também são investimentos emitidos por bancos para financiar projetos em cada um desses setores. Em ambos os casos, as aplicações possuem datas de vencimento preestabelecidas, ou seja, o dinheiro não pode ser retirado até o fim desse período.

Junto com a data de vencimento, a taxa de rentabilidade também é definida no momento da compra, o que ajuda na previsão de quanto o dinheiro irá render até o final do prazo. A grande vantagem dessas aplicações, porém, é o fato de serem isentas de Imposto de Renda.

Assim como o CBD, tanto a LCI quanto a LCA são protegidas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre prejuízos de até R$ 250 mil, caso a instituição a qual o dinheiro foi emprestado quebre.

Renda Variável

São investimentos em que não existe a possibilidade de saber previamente qual será a remuneração a ser recebida nem a forma de cálculo no momento da aplicação. Isso acontece porque se trata de investimentos suscetíveis às oscilações do mercado, que são determinadas por fatores incontroláveis e imprevisíveis.

Nesse cenário, os preços dos ativos sofrem variações a todo instante, o que podem afetar a performance do investimento e até mesmo resultar em prejuízos. No entanto, justamente por apresentarem um risco mais alto, essas aplicações proporcionam uma rentabilidade maior.

De uma maneira geral, esse tipo de investimento é destinado a pessoas com um perfil menos conservador e que buscam aplicações a prazos mais longos.

Dentre os principais investimentos em renda variável destacam-se:

Mercado de Ações

As ações são negociadas na Bolsa de Valores e nada mais são que frações de participação societária em empresas de capital aberto. Ao adquirir parte dessas ações, o investidor se torna sócio minoritário da companhia e passa a fazer parte do empreendimento.

Desse modo, como acionista, se tudo correr bem, você receberá a sua parte dos lucros. Porém, se a empresa apresentar prejuízos ou quebrar, você não só não receberá qualquer quantia como também poderá perder dinheiro ao longo do processo.

Basicamente, existem dois tipos de ações: as ordinárias (ON), em que o investidor tem direito de voto nas decisões relativas à empresa, e as preferenciais (PN), em que ele não vota, mas tem preferência no recebimento dos lucros da companhia

Vale destacar que esse é um mercado altamente sensível e volátil. As ações podem oscilar de altas animadoras a valores abaixo do esperado no mesmo dia. Por isso, as opções devem ser muito bem avaliadas e deve-se sempre apostar por uma carteira diversificada.

Fundos de Investimento

Consistem na reunião de diferentes investidores com o objetivo de realizar um determinado investimento, dividindo tanto as despesas (como taxas de administração) quanto a receita gerada por essa aplicação.

Os fundos de investimento mais comuns são:

  • Fundos cambiais: geralmente vinculados ao dólar ou ao euro, são investimentos que apostam na variação de moedas estrangeiras e na compra de títulos públicos de outros países.
  • Fundos de ações: aplicações em títulos da Bolsa de Valores.
  • Fundos multimercado: conta com diversas aplicações, mesclando renda fixa e variável para montar uma carteira diversificada.
  • Fundos imobiliários: são investimentos no setor imobiliário, em que cada cotista possui pequenas partes de um ou mais ativos imobiliários.

Análise de investimentos: qual o seu perfil investidor?

Frente a essa grande quantidade de investimentos, a primeira coisa que deve ser feita é analisar aqueles que são mais adequados ao seu perfil investidor. Afinal de contas, nem todo mundo está disposto a assumir os mesmos riscos ou tem objetivos financeiros semelhantes.

Nesse sentido, costuma-se dividir os investidores em três perfis distintos. Cada tipo tem suas próprias características e preferências. Saber em qual deles você se encaixa é um passo importante para definir as aplicações mais adequadas para você.

Perfil conservador

Trata-se do investidor que não está disposto a correr riscos e prefere priorizar a segurança dos investimentos, mesmo que isso signifique uma liquidez menor.

Esse grupo é composto por pessoas que preferem aplicações a curto prazo e/ou querem ter um maior controle e previsibilidade dos seus investimentos. Desse modo, o perfil conservador tende a aplicar em renda fixa.

Perfil moderado

São os investidores que gostam da segurança da renda fixa, mas estão dispostos a correr alguns riscos em busca de um retorno maior em um prazo não tão longo.

Sendo assim, o investidor moderado possui uma quantidade maior de aplicações em renda variável, optando por construir uma carteira mais variada. De uma maneira geral, fundos multimercado e fundos imobiliários estão entre os mais escolhidos por pessoas desse perfil.

Perfil dinâmico ou agressivo

São investidores que estão dispostos a enfrentar qualquer risco em busca da máxima rentabilidade possível. Esse grupo é composto por pessoas que entendem melhor o mercado financeiro e ficam mais confortáveis diante de grandes oscilações, entendendo-as como parte do jogo e enxergando as possibilidades de lucro que isso pode trazer.

Nesse sentido, o investidor dinâmico prefere o mercado de ações e os fundos cambiais, distribuindo seu dinheiro em diferentes aplicações e muitas vezes operando no chamado Day Trade, em que se compra e vende papéis no mesmo dia.

Como escolher o melhor tipo de investimento e começar a investir?

Não tem outra saída: para escolher o melhor tipo de investimento é necessário se informar, estudar e conhecer bem sobre cada um deles, entendendo suas características, suas possibilidades de rentabilidade e seus riscos.

O passo seguinte é saber onde procurar essas aplicações. É possível realizar investimentos tanto por meio dos bancos quanto por corretoras e outras instituições financeiras. Aqui, a dica é a mesma: pesquise e avalie cada uma delas. Confira o site do Procon e do Banco Central e busque ler as opiniões de outros usuários.

Feito isso, é hora de começar a investir. Para isso, é fundamental ter uma vida financeira organizada. Nesse sentido, mantenha sempre uma reserva de emergência em alguma aplicação em que você possa resgatá-la sempre que precisar.

Ao escolher onde investir, procure diversificar entre diversas categorias diferentes. O mercado é imprevisível e não é nada sábio manter todo o seu dinheiro em uma única aplicação. Juntos, esses investimentos pulverizados são mais seguros e rentáveis.

Por fim, ao se tornar um investidor, é preciso ficar atento ao noticiário e acompanhar os indicadores financeiros. Lembre-se de que esse é o seu patrimônio e ele merece todo o cuidado.

E agora uma dica importante: você sabia que pode investir nos Estados Unidos, que é possui um mercado financeiro muito mais maduro e estável, mesmo morando no Brasil? Nós explicamos tudo o que você precisa entender em nosso mini-curso gratuito RPX BRONZE. Acesse agora mesmo!